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Destaques

Estreia: Íris Esportiva podcast

Carol Sales, Guilherme Valentim, Matheus Aquino, Bia Novoa e Gheurly Lincker encabeçam o time do podcast Íris Esportiva/ Ilustração : Guilherme Valentim

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Apresentação: Guilherme Valentim
Comentaristas: Bia Novoa, Carol Sales, Matheus Aquino e Gheurly Lincker
Edição…

Estudantes da UFPB pedem justiça por Alph e discutem política de segurança institucional



Alunos da UFPB e movimento estudantil se reúnem em assembleia, no Centro de Vivência, para discutir segurança institucional e assassinato de Alph. Foto: Thaís Lira


Thaís Lira:
Estudantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) seguem acompanhando os desdobramentos das investigações sobre o assassinato de Clayton Tomaz de Sousa, mais conhecido como Alph, que cursava filosofia na instituição e foi assassinado no mês passado. Na segunda-feira (2), no Centro de Vivência, o movimento estudantil da universidade realizou duas assembleias gerais com o objetivo de dialogar com toda comunidade sobre as políticas de segurança institucional da UFPB, bem como acompanhar as investigações do assassinato de Clayton , 31 anos. Ele era atuante nos movimentos estudantis e há mais de um ano vinha denunciando ameaças e abusos por parte de seguranças terceirizados que trabalham na Universidade. O corpo de Clayton foi encontrado com marcas de tiro em um matagal, em Gramame, no dia 8 de fevereiro. “Em primeiro lugar, justiça para o Alph” foi a fala que Juciane, estudante de sociologia, destacou durante a assembléia e tem sido a mesma frase que vem inquietando estudantes a pensar sobre como as políticas de segurança atuam dentro do campus. A Medida Provisória 914/2019, que trata do processo de escolha dos dirigentes das Universidades, dos Institutos Federais e do Colégio Pedro II, também foi pauta discutida na assembleia e está sendo debatida em reuniões ao longo dessa primeira semana de março. Juliana, estudante e integrante do Centro Acadêmico de Jornalismo Vladimir Herzog, falou sobre a importância da presença e participação dos alunos nas audiências públicas para “discutir esse e outros assuntos pois interferem diretamente no nosso dia a dia”, pontuou.

“Nesse momento precisamos estar juntos”, diz Maria, diretora do CA de Artes Visuais. Foto: Thaís Lira
“Nesse momento precisamos estar juntos”, disse Maria, diretora do Centro Acadêmico de Artes Visuais, se referindo à atuação dos discentes nesse diálogo. Para ela, vivemos um momento de perda de direitos, o que tem causado uma “sensação de inércia” e, por isso, é necessário trabalhar em conjunto para criar estratégias de mobilização e combate às injustiças contra alunos. Para o movimento estudantil, a medida provisória 914/2019 avança contra a autonomia da universidade por ignorar a diversidade de estrutura interna das Instituições de Ensino Superior e a própria democracia.

NOVAS MEDIDAS DE SEGURANÇA Outra problematização levantada nas assembleias é em relação às novas medidas de segurança propostas pela UFPB, anunciadas no dia 21 de fevereiro. Elas preveem a ampliação em 200% da quantidade de câmeras de monitoramento no campus I, em João Pessoa, e o uso de softwares que serão incorporados pelo sistema de segurança, como a cancela virtual, o reconhecimento facial e de postura e o botão de pânico. Diante do clima de medo que prevalece entre os alunos que atuam na busca pelos direitos estudantis após o assassinato de Alph, o novo modelo de segurança é entendido como um risco à liberdade por facilitar a perseguição e controle dos jovens. “Segurança pra quem?” questionou Juliana. O movimento estudantil falou da importância de refletir sobre as intenções dessa política de segurança e deu continuidade às principais reivindicações de Alph, que eram à respeito dos abusos cometidos por seguranças sem identificação e o tratamento hostil para com alunos em espaços universitários. Segundo o movimento, são reivindicações antigas e, mesmo depois da greve de fome, que aconteceu em 2016, os problemas continuaram. “Não é segurando armas que vai se resolver os problemas da Universidade”, afirmou Mateus, discente da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e um dos líderes da União Nacional de Estudantes.

Assassinato de estudante de Filosofia mobiliza movimentos estudantis e Centros Acadêmicos da UFPB. Foto: Thaís Lira
DIÁLOGOS E PARTICIPAÇÃO Ainda durante a assembleia, outros estudantes participaram do diálogo e propuseram estratégias de atuação diante do desafio de pautar o debate em todos os campi e centros acadêmicos.Para isso, foi incentivado o estudo da minuta do plano de segurança- que pode ser encontrado no site da UFPB, foram criadas comissões de enfrentamento e criação de um termo público contra o corte dos direitos estudantis. Segundo Ciro, graduando de História e integrante da comissão de investigação do assassinato de Alph, o resultado das assembleias e reuniões ao longo dessa semana determinará os próximos passos do movimento.
Confira as próximas datas de debates acerca da MP 914 e das regras para consulta eleitoral do reitorado da UFPB: Quinta-Feira (05/03) - 9h - Sala de Reuniões do CCTA - 9h - Hall da Central de Aulas do CCAE (Campus IV) - 9h30 - Auditório 211 do CCSA - 17h30 - Reunião das e dos estudantes com os conselheiros discentes da Gestão Todos de uma Vez/DCE UFPB no Auditório do CCSA (Local a confirmar)

Sexta-Feira (06/03)
- 9h - Reunião do Consuni Local: Sala da SODS (Reitoria)

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